Direção Universitária censura manifestação contra Israel
Em 8 de fevereiro, estudantes que organizavam a semana contra o Apartheid Israelense, na Universidade de Carleton, colaram 100 pôsteres para divulgar as palestras e eventos públicos que ocorreriam em campus de 40 cidades ao redor do mundo. A semana contra o Apartheid foi uma das decisões tiradas do Fórum Social Mundial, ocorrido em Belém do Pará. No dia seguinte, os pôsteres foram retirados pelo Serviço de Equidade da Universidade, sob a argumentação de que “poderiam ser vistos como um incitamento à infração de direitos protegidos pelo Código de Direitos Humanos de Ontário” e de que seriam “insensíveis a normas de discurso civil em uma sociedade democrática livre”.
O caso é que a direção da Universidade usou dos direitos humanos para proibir manifestações contra a violência de Israel sobre os palestinos na sua política de ocupação. Em resumo, censurou manifestações contra Israel. O argumento central foi o uso de um pôster desenhado (no foto) pelo brasileiro Carlos Latuff, cartunista.
A luta interna pela tomada de posição ocorreu durante os ataques. Nesse período, que atravessou quase todo o mês de janeiro, 56 professores da Universidade canadense pediram à presidente, Roseanne Runte, que condenasse os bombardeios de Israel à Universidade Islâmica de Gaza. Nada. A Administração de Carleton, no dia 12, avisou que “todos os relatos de incidentes de intolerância racial ou religiosa serão investigados vigorosamente e respondidos não importando as pessoas ou grupos envolvidos”. A Administração poderia se a primeira a ser investigada.
Aqui no Brasil, no dia 3 de março, terça-feira, ocorre debate sobre a questão palestina na Universidade de São Paulo, às 18h, promovido pelo Centro Acadêmico da História.
Da Redação do ICArabe, com informações de Ali Must



