Terceiro episódio de documentário sobre refugiados aborda a culinária como forma de sobrevivência

ter, 19/06/2018 - 14:54
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O 3º episódio da nova temporada do projeto "Retrato Social", apresentado por Regina Moraes, estreia nesta quarta-feira, dia 20, Dia Mundial do Refugiado. O tema é Fraternidade e nele os refugiados mostram como encontraram na culinária maneiras para sobreviver e se inserirem socialmente. Esse episódio une diversos povos dividindo a mesa num encontro de culturas e de histórias.

A trilogia de documentários é exibida exclusivamente no Facebook https://www.facebook.com/portalretratosocial/

retrato nova temporada da websérie Retrato Social que estreou no dia 23 de maio conta com três episódios temáticos que abordam a realidade dos refugiados na cidade de São Paulo. Os documentários são exibidos exclusivamente no Facebook através do canal @portalretratosocial. Os documentários identificam e dão mais visibilidade a histórias e pessoas extraordinárias como Carlinhos, Miriama Aoula, Mahah Mooni, Jonatan, Omar e Liliana - alguns dos personagens da trilogia.

A importância de dar visibilidade e comunicar a vida dos refugiados é revelar suas histórias, desvendar quem são essas pessoas, de que cultura vem e, principalmente, fazer com que aqueles que os recebem percebam que somos todos iguais em nossas carências e humanidades.

Tornar-se visível traz luz para a vida daqueles que lutam por suas sobrevivências com dignidade. “A causa dos refugiados é de extrema relevância para o mundo em função do contágio cultural que acontece e da maneira sutil que vamos percebendo as influências dos refugiados em nossa sociedade”, afirma Regina Moraes, idealizadora do projeto Retrato Social. “No final das contas, a construção do Brasil, em sua origem, é de refugiados que vieram de todos os continentes e foram acolhidos pelos povos nativos que aqui viviam”, completa.

De acordo com o governo brasileiro, refugiado é qualquer “pessoa que deixa o seu país de origem ou de residência habitual devido a fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos, e não possa ou não queira acolher-se da proteção de tal país”.

Segundo relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) ao final de 2016, cerca de 65,6 milhões de pessoas, 1 em cada 113 pessoas em todo mundo, foram forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos.

Desses, cerca de 22,5 milhões são refugiados e 2,8 milhões são solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado (pessoa que solicita às autoridades competentes ser reconhecida como refugiada, mas que ainda não teve seu pedido deliberado pelo Comitê Nacional para os Refugiados). 55% dos refugiados no mundo vieram de três países: Síria (5,5 milhões), Afeganistão (2,5 milhões) e Sudão do Sul (1,4 milhões).