Protestos relembram a al-Nakba e a ocupação dos territórios palestinos

ter, 15/05/2007 - 10:50
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Nos dias 9 e 10 de junho, ocorrerá uma ação global protestando contra a ocupação dos territórios, que completa 40 anos. Leia o comunicado da Coordenação Internacional de Organizações pela Palestina. No último dia 15, palestinos relembraram a al-Nakba, a catástrofe de 1948.O dia 15 de maio marca data importante para os árabe-palestinos. Nesse dia, lembram aquilo que para eles foi, em 1948, a al-Nakba, a catástrofe. Naquela segunda semana de maio, as forças sionistas que haviam se instalado em pontos da Palestina proclamaram a criação do Estado de Israel e iniciaram um processo de expulsão dos árabes do território palestino. Essa expulsão teve como característica a violência. Foram milhares de mortes já nesse primeiro momento e a derrubada e destruição de casas e vilas palestinas. Parte dessa população permaneceria no território que hoje compõe Israel, como árabe-israelense (com menos diretos que os israelenses-judeus). Hoje eles somam pouco mais de um milhão de pessoas. Outra parte foi deslocada para os territórios ocupados, ainda hoje, de Gaza e Cisjordânia. Outros ainda emigraram para fora da região, para outros países árabes ou para outros continentes como Europa e América do Sul. No total, a população palestina atual é de 9 milhões de pessoas. O governo de Israel, por outro lado, instituiu a catástrofe dos palestinos como seu dia de independência. Também nos próximos dias 9 e 10 de junho, movimentos promoverão uma série de manifestações pelo mundo contra a ocupação israelense dos territórios palestinos. Os dois dias de ação global ocorrem para relembrar outro momento na trajetória da invasão da Palestina. Em 2007, completam-se 40 anos da ocupação israelense de Jerusalém Oriental, Cisjordânia, Faixa de Gaza e colinas do Golã, territórios que pela lei internacional são palestinos, exceto o Golã, sírio. Em 10 de junho de 1967, Israel invadia as regiões que haviam sobraram aos palestinos. Acompanhe, até o dia 10 de junho, no site do Icarabe, os eventos e manifestações que marcarão a data no Brasil. Não à ocupação israelense Coordenação Internacional de Organizações pela Palestina Entre os dias 9 e 10 de junho, pessoas ao redor do mundo se reunirão, em atos e manifestações, para dizer: Basta! O mundo diz não à ocupação israelense. O dia 10 de junho de 2007 marca o aniversário de 40 anos da ocupação israelense de Jerusalém Oriental, Cisjordânia, Faixa de Gaza e colinas do Golã. No decorrer desse período, Israel construiu, incessantemente, assentamentos ilegais em terra palestina roubada. Durante 40 anos, assassinou milhares de palestinos, prendeu 650 mil, demoliu 12 mil casas dessa população e destruiu mais de um milhão de suas oliveiras. Durante essa longa ocupação, Israel continuou negando aos palestinos os seus internacionalmente reconhecidos direitos à alimentação, água, educação, saúde e vida; desde então, impõe um sistema de barreiras, toques de recolher, estados de sítio e portões militares, que negam aos palestinos a liberdade de ir e vir, inclusive entre suas próprias comunidades. Em violação às convenções de Genebra, Israel impõe punições coletivas a toda a população palestina. Prisões em massa atingiram dúzias de parlamentares e ministros palestinos democraticamente eleitos. Desde 2002, o Muro do Apartheid, construído em território ocupado, visa circundar a população palestina, espremendo-a em bantustões desconexos e cimentando a expansão israelense. O muro corta fazendas de suas terras, separa estudantes das suas escolas, trabalhadores de seus empregos e as pessoas de suas comunidades. Não obstante o julgamento da Corte Internacional de Justiça, afirmando sua ilegalidade, ele agora circunda vilarejos e cidades palestinas, configurando o maior roubo de terra dos últimos 40 anos. Em Jerusalém e dentro de Israel, desde 1948 os palestinos enfrentam discriminação institucional. São negados a eles igualdade e direitos plenos de cidadãos. E Israel continua a negar aos refugiados, que foram exilados à força de sua terra em 1947-48, o seu direito de retorno internacionalmente garantido. Na sua recente guerra contra o Líbano, o unilateralismo e o militarismo israelenses foram expostos ao mundo. Isso não o impediu de continuar criando "fatos consumados" para manter o controle estratégico sobre o território palestino ocupado, anexar as suas terras e livrá-la de seus habitantes não-judeus. Há 30 anos, a ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu, condenou e se comprometeu a combater o crime internacional de apartheid, onde quer que surgisse. Hoje, 12 anos após seu fim na África do Sul, Israel mantém em vigor um sistema reconhecido como de segregação racial e apartheid. Nesse Dia Global de Ação, em 9-10 de junho de 2007, sob a bandeira "O mundo diz não à ocupação israelense", pessoas ao redor do mundo exigirão o fim da ocupação e o respeito aos direitos inalienáveis do povo palestino, incluindo à autodeterminação e a estabelecer um Estado palestino soberano, independente, com capital em Jerusalém.